Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

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Preservar as Conquistas

VANDER MORALES

Os empresários já foram muito perseguidos durante os governos anteriores em razão do viés ideológico contrário à livre iniciativa. É hora de virar este jogo, pois são os empreendedores os grandes responsáveis pelo crescimento do País, pela geração de renda e pela criação de empregos.

Depois das grandes conquistas para os nossos setores, com a regulamentação da Terceirização, a modernização do Trabalho Temporário e a reforma trabalhista (Leis 13.429/17 e 13.467/17), as entidades sindicais que tanto lutaram por elas precisam agora de atenção redobrada e muita vigilância.

O governo ficou de enviar uma Medida Provisória ao Congresso Nacional com o intuito de aperfeiçoá-las, e é aí que mora o perigo. As negociações costumam envolver troca de favores e nunca se sabe de onde podem sair alterações, ou armadilhas, que tentem macular um ordenamento jurídico até agora muito bom para as relações trabalhistas em nosso País.

De nossa parte, depois de anos e anos de luta nos bastidores de Brasília, sabemos dos vários interesses políticos ou empresariais ainda em jogo nesta MP, nem sempre muito saudáveis. Mas não haverão de prosperar, diante da determinação do governo de romper com as amarras do passado.

Os empresários já foram muito perseguidos durante os governos anteriores em razão do viés ideológico contrário à livre iniciativa. É hora de virar este jogo, pois são os empreendedores os grandes responsáveis pelo crescimento do País, pela geração de renda e pela criação de empregos.

E é justamente em razão das reformas que o dramático índice de desemprego começa a baixar em todos os setores, segundo os últimos dados do IBGE e da Fecomercio. A geração de novas vagas será gradual, mas segura, o que prova o acerto do governo com as reformas já aprovadas e em andamento, que injetam principalmente confiança nos empresários na retomada do desenvolvimento.

Mas os empreendedores também precisam ficar atentos e conscientes da nova realidade. A reforma trabalhista, por exemplo, trouxe novas responsabilidades para os sindicatos com a prevalência do acordado sobre o legislado. Agora, um acordo coletivo tem força de lei e a importância dessas negociações é vital para os negócios.

Acordo mal feito pode significar um desastre para algumas empresas. Por isso, os empresários precisam valorizar mais a sua entidade de classe, se interessar por suas atividades e participar ativamente das negociações. Essa participação é importantíssima de agora em diante, pois estamos apenas no início de uma grande revolução também na área sindical.

Enfim, não pode haver retrocesso depois de tantas conquistas. O momento é de garantir um cenário positivo e liberdade de ação para os empreendedores.

Vander Morales é presidente do Sindeprestem e da Fenaserhtt