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Desoneração da folha será coberta por outros tributos, afirma Guedes - Valor Econômico

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem que o governo vai começar a desonerar a folha de pagamento das empresas e, no futuro, cobrará imposto sobre outra base (sem citar qual). De acordo com o ministro, sem impostos e juros altos e menos encargos trabalhistas, é possível fazer abertura comercial para competir "com chinês".

Guedes participou da 22ª Marcha a Brasília em defesa dos municípios, com participação de prefeitos de todo o país. Guedes disse que prefeitos e governadores devem "respirar no canudinho" até que saia a ajuda do governo federal. A ajuda inclui o envio ao Congresso, dentro de 20 dias, o Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF). Segundo ele, a ajuda não será restrita aos Estados, mas estendida também aos municípios. Já o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, disse dentro de junto com o PEF o governo vai enviar a medida já prometida por Guedes de dar a Estados e municípios 70% dos recursos do fundo social do pré-sal. "Partilharemos recursos do fundo social, hoje 100% da União, com Estados e municípios."

Aos prefeitos Guedes disse que o futuro é o petróleo. "São R$ 500 bilhões a R$ 1 trilhão nos próximos vinte anos", projetou. Segundo Waldery, o governo começará concedendo recursos adicionais aos entes além dos já previstos pela a lei Kandir e o Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX). "Historicamente, esses recursos têm se aproximado de R$ 4 bilhões [ao ano]. É pouco. Partilharemos mais do que esse valor. Iniciaremos com esse ponto de referência, mas já dando um adicional ao que hoje é destinado com FEX e Kandir aos Estados.

Através do FPM [Fundo de Participação dos Municípios], teremos alocação aos municípios e colocaremos um adicional", disse. Guedes discursou por cerca de 45 minutos e foi aplaudido ao repetir o slogan de campanha do presidente Bolsonaro, "Mais Brasil e menos Brasília". No evento, ministros, secretários e o próprio Bolsonaro pediram repetidamente o apoio dos prefeitos à aprovação da reforma da Previdência. 

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