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Reforma tributária já tem relator na CCJ - Valor Econômico

O deputado João Roma (PRB-BA) foi escolhido para ser o relator da reforma tributária na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O presidente do colegiado, Felipe Francischini (PSL-PR) deve confirmar a indicação hoje. O objetivo de Francischini é iniciar o debate sobre a proposta de emenda constitucional (PEC) na CCJ já amanhã ou, no máximo, na próxima semana.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o líder do MDB na Casa, Baleia Rossi (SP), que é o autor da principal emenda constitucional em discussão sobre o tema, deram aval para a indicação. Embora seja filiado ao PRB da Bahia, Roma tem um longo histórico de ligação com o DEM e é de origem pernambucana. Foi presidente do PFL Jovem em 2003, antes de o partido trocar de nome.

Na ocasião, chefiava o escritório da Agência Nacional do Petróleo em Salvador. Roma também foi chefe de gabinete do prefeito de Salvador ACM Neto, presidente nacional da sigla, de quem recebeu apoio para concorrer a deputado no ano passado. Teve 83 mil votos. Deputado de primeira legislatura, Roma destacou-se na CCJ durante a discussão da reforma da Previdência pela defesa do texto do governo.

O líder da Maioria na Casa, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), chegou a ser cotado para o posto, mas, em função do "excesso de atribuições", de acordo com fontes, não foi escolhido para a função. Também estava cotado o paulista Alexis Fontayne, um empresário integrante da bancada do Novo. O objetivo de Francischini e Roma é que a tramitação da reforma tributária na comissão seja mais curta, diferente do que ocorreu com a reforma da Previdência, que foi aprovada apenas após mais de 60 dias no colegiado.

Ao Valor, Roma disse que apresentará um parecer favorável à reforma tributária que "reduza os impostos e proteja o cidadão. "Estou feliz que o próprio governo esteja incentivando o raciocínio 'Mais Brasil, menos Brasília'. É preciso simplificar os processos e diminuir o peso do estado sobre o cidadão", explicou Roma, citando um bordão do ministro da Economia, Paulo Guedes.

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