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Ata do Copom só vê ‘crescimento robusto’ se reforma for aprovada - O Estado de S. Paulo

Com o mercado apostando em um crescimento cada vez menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, o Banco Central admitiu ontem pela primeira vez que a economia brasileira pode ter inclusive recuado no primeiro trimestre deste ano. Na ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), os diretores do BC disseram que o ritmo da atividade econômica tende a melhorar até o fim do ano, mas alertaram, mais uma vez, que um crescimento robusto para o País só virá com a aprovação de reformas fiscais, como a da Previdência.

Na semana passada, ao manter a taxa básica de juros (Selic) em 6,50% ao ano – o piso histórico – pela nona reunião consecutiva, o BC já havia comunicado que o risco de uma inflação menor associado à “ociosidade dos fatores de produção” – leiase, economia patinando – se elevou desde a reunião anterior do colegiado, em março.

“O arrefecimento da atividade observado no fim de 2018 teve continuidade no início de 2019”, reconheceu o BC, na ata. “A economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego”, destacou a autoridade monetária.

O BC lembrou que os indicadores do primeiro trimestre induziram “revisões substantivas” nas projeções de mercado para o crescimento do PIB em 2019. A expectativa de expansão da economia em 2019 recuou pela 11.ª semana consecutiva e passou de 1,49% para 1,45%, conforme o Relatório Focus publicado na segunda-feira. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,95%.

Revisões. “Essas revisões refletem um primeiro trimestre aquém do esperado, com implicações para o ‘carregamento estatístico’, mas também embutem alguma redução do ritmo de crescimento previsto para os próximos trimestres”, acrescentou a ata.

Ainda assim, o colegiado considerou que, apesar da interrupção no processo de recuperação gradual da atividade econômica, o cenário básico do BC contempla sua retomada adiante. O Copom voltou a argumentar que a economia brasileira sofreu diversos choques ao longo de 2018 (greve dos caminhoneiros, incertezas eleitorais, ente outros), que produziram “aperto relevante das condições financeiras”.

“Embora tendam a decair com o tempo, seus efeitos sobre a atividade econômica persistem mesmo após cessados seus impactos diretos. Os membros do Copom avaliam que esses choques devem ter reduzido sensivelmente o crescimento que a economia brasileira teria vivenciado na sua ausência e que alguns de seus efeitos ainda persistem.”

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