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Retomada só ganhará força com melhora do cenário fiscal, diz Guedes - Valor Econômico

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ontem que não se pode esperar uma reação da economia enquanto o cenário fiscal não estiver organizado. A afirmação foi feita a jornalistas quando foi questionado sobre o recuo de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no primeiro trimestre deste ano.

O ministro diz que o resultado não é "novidade" para o governo. "Nós sempre falamos que a nossa economia está estagnada à espera das reformas", disse. Ainda assim, Guedes disse estar confiante e afirmou acreditar que o PIB do próximo trimestre já virá positivo. "Vamos fazer a reforma tributária, o choque da energia barata, a revisão do pacto federativo, e o investimento será retomado", diz.

Segundo ele, houve um otimismo muito grande com a eleição de Jair Bolsonaro e a plataforma liberal do candidato, que levaram a expectativas de crescimento de 2%, 3%, já neste ano. "A eleição do Bolsonaro significa que o Brasil não vai virar a Venezuela, mas não garantiu que não vai virar a Argentina", disse. Na avaliação de Guedes, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, demorou a implantar grandes reformas no país. "Com a nossa reforma da Previdência, o Brasil não vira mais a Argentina. Ao contrário, vai voltar a crescer." Para o ministro da Economia, no primeiro trimestre não faltaram medidas de estímulo ao crescimento e à produtividade.

De acordo com Guedes, ao fazer apenas medidas de estímulo pontuais, e não reformas estruturantes, o Brasil virou um país que não cresce. Guedes reafirmou que a reforma da Previdência vai "estancar a sangria" e abrir o horizonte fiscal do Brasil para as reformas seguintes e para a atração de investimentos. "Com a revisão do pacto federativo, vamos colocar os Estados de pé e com a reforma tributária vamos estimular o setor privado", disse. Segundo Guedes, a partir do segundo semestre, o Brasil começará "a decolar" -a expectativa é que o Congresso aprove nesse período as mudanças nas aposentadorias.

O ministro também refutou a ideia de o Banco Central baixar os juros como forma de estimular o crescimento. "Você só pode baixar o juro se tiver um regime fiscal de pé, e tudo isso exige as reformas antes." Guedes afirmou que os juros e os impostos começarão a recuar, justamente porque a parte fiscal foi equacionada. A Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Economia, também emitiu nota sobre o resultado do PIB e defendeu "políticas pelo lado da oferta que visem o crescimento não apenas agora, mas também no médio e longo prazos".

A secretaria também criticou as diversas políticas de estimulo à demanda implementadas nos últimos 40 anos, "demonstrando-se incapazes de promover o crescimento sustentado". Para a SPE, além das restrições de caráter estrutural ao crescimento da economia brasileira, diversos choques de curto prazo se refletiram negativamente no resultado trimestral. O ambiente externo caracterizou-se por incertezas e crescimento relativamente lento, reduzindo o potencial tanto do comércio exterior quanto dos fluxos de investimentos. Com isso, projetos foram adiados e a recuperação da economia revelou-se mais lenta do que o esperado no início do ano. "A agropecuária teve reflexos de intempéries climáticas no início do ano.

Todavia, as estimativas mais recentes apontam para recuperação da safra ao longo do ano, o que deverá contribuir para a retomada do PIB do setor agropecuário. No caso da indústria, houve impacto da tragédia de Brumadinho (MG) com reflexos na produção extrativa mineral. Para a indústria de transformação, a crise na Argentina gerou reflexos na exportação de manufaturados. Constata-se desempenho positivo do comércio no primeiro trimestre, gerando carry over (efeito carregamento) de 2% para o ano de 2019, o que contribuirá para o resultado do PIB de serviços".

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