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IPCA de maio mostra inflação tranquila, em quadro de ociosidade na economia - Valor Econômico

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio mostrou uma inflação muito bem comportada, com boas notícias que não se resumem à queda dos preços de alimentos e bebidas. O indicador teve alta de 0,13%, a menor para o mês desde 2006, e abaixo da mediana das projeções de 29 analistas ouvidos pelo Valor Data, de 0,2%.

Os preços de serviços e os núcleos ficaram em níveis baixos, com pressões inflacionárias menos disseminadas, num quadro de grande ociosidade de recursos existente na economia, como fica evidente na elevada taxa de desemprego. Medidas que tentam eliminar ou reduzir a influência dos itens mais voláteis, os núcleos tiveram uma forte desaceleração no mês passado.

A média de sete núcleos calculados pela MCM Consultores Associados ficou em 0,17% em maio, depois de ter atingido 0,39% em abril. A variação em 12 meses ficou quase inalterada, subindo de 3,41% para 3,42%, ainda bem abaixo da meta perseguida pelo Banco Central (BC) neste ano, de 4,25%. O chamado IPCA EX2, um núcleo que reúne bens industriais, serviços e alimentos mais sensíveis ao ciclo econômico, passou de 0,41% em abril para 0,18% em maio, aponta a MCM. Em 12 meses, foi de 2,9% para 2,97% - uma variação ainda inferior a 3%, reiterando que não há pressões de demanda sobre os preços.

Já os serviços tiveram deflação de 0,11% em maio, depois de terem subido 0,32% em abril, nos cálculos da MCM. A principal explicação para esse movimento foi o tombo dos preços das passagens aéreas, que haviam aumentado 5,32% em abril e recuaram 21,82% no mês passado. O comportamento dos preços alimentação e bebidas contribuiu bastante para a desaceleração do IPCA no mês passado.

O grupo teve deflação de 0,56%, após o aumento de 0,63% no mês anterior. O índice de difusão, que mede o percentual de itens em alta no mês, caiu de 59% em abril para 49,3% em maio, abaixo dos 55,4% do mesmo mês do ano passado. O número é bem inferior à média histórica de 61,8%, segundo números da MCM. Com tudo isso, a variação do IPCA em 12 meses passou de 4,94% para 4,66%.

É um número ainda acima da meta de 4,25%, mas isso vai mudar em breve. A partir do mês que vem, sairá do acumulado em 12 meses a alta de 1,26% registrada em junho do ano passado, quando a greve dos caminhoneiros provocou um forte salto do indicador. A MCM espera um IPCA de 0,1% em junho, o que derrubará a variação em 12 meses para 3,5%. Para o acumulado do ano, a consultoria espera um IPCA de 4,1%, mas há quem projete um número consideravelmente mais baixo, como o Safra, que estima 3,6% em 2019. 

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