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Pesquisa de serviços traz algum alento - O Estado de S. Paulo

Levantamentos divulgados nos últimos dias sobre o comércio e o consumo de bens industriais já permitem infundir algum ânimo nos agentes econômicos. Agora, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reforça a percepção positiva, embora outros indicadores relativos à confiança ainda não permitam alimentar certezas quanto ao futuro da retomada econômica. Como afirmou ao serviço noticioso Broadcast da Agência Estado a economista Thais Zara, da Rosenberg e Associados, são necessários mais dados para saber se a recuperação de julho vai se manter em agosto.

Dados dessazonalizados da PMS mostram que entre junho e julho cresceu 0,8% o volume de serviços prestados no País, o que compensou a queda de 0,7% observada entre maio e junho. 

Na comparação com julho de 2018, o setor avançou 1,8%. Os técnicos do IBGE registraram um aumento do dinamismo dos serviços ao comparar os primeiros sete meses deste ano com igual período do ano passado.

Mas as dificuldades de antecipar as tendências futuras não são pequenas. Julho de 2019, por exemplo, foi favorecido em relação a julho de 2018 porque teve um dia útil a mais. O gerente do IBGE Rodrigo Lobo notou que o índice de difusão de julho superou 54% – ou seja, a maioria das atividades apresentou recuperação –, mas o efeito calendário (ou seja, o maior número de dias úteis) distorce os dados, em especial do comportamento dos serviços profissionais administrativos e dos serviços de transportes. 

Entre junho e julho, os piores resultados vieram dos serviços prestados às famílias, tais como alimentação fora do domicílio e hospedagem, o que permite supor que o consumidor optou por empregar seus recursos na aquisição de bens, como indicou a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, divulgada um dia antes da PMS.

Entre julho de 2018 e julho de 2019, houve expansão dos serviços em quatro das cinco atividades pesquisadas, com destaque para informação e comunicação. Avançou a receita das empresas de portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na internet, além de suporte técnico e tecnologia da informação. No período, os serviços de turismo cresceram 4,4%, mas a comparação é feita com base baixa. Na melhor das hipóteses, pode-se falar em otimismo contido quanto à retomada.

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