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Endividamento das famílias atinge nível mais elevado em seis anos - Valor Econômico

Sem crescimento na renda, as famílias recorreram mais ao crédito em setembro, que mostrou a maior parcela de famílias endividadas em seis anos. É o que mostrou ontem a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ao anunciar a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC). No levantamento, o total de famílias que se declararam endividadas ficou em 65,1% em setembro, superior ao nível de agosto (64,8%); e a setembro do ano passado (60,7%), além de ser o maior desde julho de 2013 (65,2%).

Marianne Hanson, economista da CNC, alertou que, no caso das famílias de menor renda, a citação do cartão de crédito como principal modalidade de dívida atingiu patamar recorde na pesquisa, iniciada em janeiro de 2010. No entanto, ela não descartou possibilidade de melhora do cenário delineado pela pesquisa a partir do quarto trimestre, quando ocorrem pagamentos de bônus, 13º salário, e autorização saque de parte do FGTS - o que conferiria maior folga ao orçamento das famílias. 

A pesquisa também mostrou piora nos indicadores de inadimplência, com 24,5% das famílias endividadas informando não ter condição de quitar débitos, parcela também acima de agosto (24,3%) e de setembro do ano passado (23,8%). As famílias inadimplentes que declararam não ter condições de pagar ficaram em 9,6% em setembro, acima de agosto (9,5%); mas inferior a setembro do ano passado (9,9%). A economista da CNC comentou que, na prática, o cenário no levantamento da confederação comprova fenômeno já observado nas pesquisas do IBGE: a recuperação do mercado de trabalho, via mercado informal, não tem levado a aumento expressivo na renda. Assim, as famílias não têm renda suficiente para fecharem contas em dia, notou ela. Na pesquisa, a parcela de renda familiar comprometida com dívidas ficou em 29,8% entre agosto e setembro, mas aumentou ante setembro de 2018 (29,6%).

O quadro atual, de maior endividamento, tem afetado mais duramente famílias de menor renda. No levantamento, são pesquisadas faixas de renda acima de dez salários mínimos e até dez salários mínimos. Na primeira faixa, o cartão de crédito foi citado por 77,7% dos endividados como principal modalidade de dívida em setembro. Na segunda faixa, essa fatia é de 80%, acima da média total (79,5%) e a maior da série histórica da pesquisa para a pergunta. Marianne explica que o cartão é um acesso a crédito mais rápido e com menor burocracia que outros e por isso seria mais acessível aos de menor renda. 

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