Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

Entidades Internacionais anunciam ampliação de representatividade

Fenaserhtt e Sindeprestem mais uma vez representaram o Brasil no congresso anual da WEC, que juntamente com a Confederação latino-americana, formalizou a representatividade de todas as categorias relacionadas ao emprego, incluindo a Terceirização.

A dinâmica do mercado de trabalho na era digital foi o tema escolhido pela  WEC (Confederação Mundial do Emprego) para nortear a 50ª edição do Congresso anual, realizado de 27 a 29 de setembro, em Paris. Durante a assembleia dos países que precedeu o evento, na qual o Brasil foi representado pela Fenaserhtt e pelo Sindeprestem, a WEC e a WECLA (Confederação Latino americana) formalizaram a representatividade de todas as categorias relacionadas ao emprego, o que inclui a Terceirização.

O vice-presidente do Sindeprestem, Fernando Calvet, explica que a WEC e a WECLA, atendendo a pedidos do Brasil e outros países associados, entendeu ser mais condizente com a realidade a defesa da empregabilidade como um todo. “A Prestação de Serviços passa a ser abrangida como um todo, não mais somente pela ótica do Trabalho Temporário como era feito. Foram englobadas as agências privadas de emprego, as agências de recrutamento e seleção e as empresas de Terceirização”.

MANIFESTO

A WEC divulgou um manifesto intitulado “Não há futuro para o trabalho sem inovação social”, no qual reúne diretrizes globais para que a indústria do emprego se aproxime de autoridades governamentais e educadores, rumo à construção de um mercado de trabalho aberto, inclusivo, sustentável e decente.

A tecnologia e os novos modelos de trabalho têm promovido mudanças significativas na forma como o trabalho é organizado e distribuído. Por isso, a WEC acredita na necessidade de inovação social.

Os desafios decorrentes de um mundo do trabalho em transformação citados pela WEC:

  1. Como classificar novos modelos de relação trabalhista (assalariado X autônomo)?
  2. Como proteger trabalhadores mais vulneráveis (jovens, minorias étnicas, pessoas com deficiência, idosos)?
  3. Como garantir condições de trabalho seguras e saudáveis para trabalhadores remotos e nômades?
  4. Como apoiar trabalhadores na gestão dos riscos em termos de inatividade, doença ou pensão?
  5. Como organizar e representar trabalhadores remotos?
  6. Como evitar a concorrência desleal e o dumping social entre as diferentes formas de trabalho?
  7. Como preservar a privacidade de dados para os trabalhadores?
  8. Como apoiar aprendizagem ao longo da vida e carreira?

Acesse aqui a versão em inglês

NOVAS LEIS TRABALHISTAS NO BRASIL

Na reunião promovida pela WEC Latin America, dia 26 de setembro, o Brasil foi bastante elogiado pela comunidade internacional por ter feito avançar a modernização da legislação trabalhista. Houve consenso de que um ambiente mais seguro juridicamente reaviva o potencial de investimento do País. Os integrantes da WECLA estimam a possibilidade de perda de aproximadamente 40% dos investimentos de novas empresas interessadas em se instalar na América Latina após as mudanças, e manifestaram o desejo de utilizar o que foi feito aqui como modelo para alterar a legislação trabalhista dos seus países.

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