Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

E que venha um novo ciclo - Entrevista Vander Morales

Reeleito, o presidente Vander Morales define metas para o futuro do Sindeprestem e da Fenaserhtt e destaca a participação dos empresários como peça fundamental para novas conquistas.

Com a Lei da Terceirização e modernização do Trabalho Temporário aprovadas, assim como a reforma trabalhista, o que o setor de Serviços pode esperar da atuação do Sindeprestem/Fenaserhtt em 2018? Quais serão as novas metas?

Vamos trabalhar para consolidar essas conquistas. Estamos acompanhando todas as decisões dos tribunais pelo País e ainda enfrentamos ameaças, como a resistência da Justiça Trabalhista em aplicar as novas leis. Outra meta importante é participar ativamente da reforma tributária com o objetivo de excluir o PIS/COFINS dos salários dos temporários e dos terceirizados. Pretendemos ampliar as câmaras setoriais com a inclusão do segmento Portaria e Controle de Acesso. Hoje temos a câmara setorial do Trabalho Temporário. Também vamos providenciar Convenções Coletivas ajustadas às novas leis e auxiliar as empresas no entendimento das mudanças recentes. Atuaremos fortemente para encontrar soluções para o cumprimento das cotas de PCDs e aprendizes, pois a lei como está as inviabiliza. Muitas funções terceirizadas são de risco e, sendo assim, as empresas comprometem a integridade física dos funcionários contratados por cotas.

O Sindeprestem, com apoio da Fenaserhtt, consolidou-se como porta-voz de primeira grandeza do setor de Prestação de Serviços, com acesso às mais elevadas esferas governamentais, um legado de valor inestimável. Como ampliar essa conquista no futuro próximo?

O futuro vai depender exclusivamente da participação dos empresários.  O lema para 2018 será “União dos empresários, a maior proteção da categoria”, em função da vitoriosa aliança com entidades patronais e laborais representativas. A indústria de Serviços é muito grande e precisa se organizar ainda mais para tratar de temas importantes. Precisamos construir uma política pública, buscando, por exemplo, financiamento via BNDES para investimentos em tecnologia como forma de melhorar a produtividade e a rentabilidade das empresas do setor.

A lei da terceirização e a atualização da legislação trabalhista são reivindicações antigas da classe empresarial. Como as empresas deverão se preparar para o novo tempo? Há alguma recomendação do Sindeprestem?

Com a segurança jurídica trazida pela lei, a competição deverá aumentar e as empresas precisam encontrar formas de garantir as margens de lucro que já são bastante reduzidas. Investir em treinamento e tecnologia será um diferencial importante. O Sindeprestem realizará workshops com especialistas a fim de contribuir com o planejamento estratégico das empresas.

As conquistas experimentadas pela Prestação de Serviços Especializados e o Trabalho Temporário em 2017 são emblemáticas. Sem a participação ativa do empresariado em audiências, reuniões, como teria sido?

Não teria acontecido. A união dos empresários foi e continuará sendo fundamental para novas conquistas, e nós incentivaremos cada vez mais essa participação.  O Sindicato terá um importante papel no dia a dia das empresas para a aplicação de novas situações trazidas pela lei: banco de horas, hora reduzida de almoço e outras flexibilizações que obrigatoriamente deverão ter a participação dos sindicatos.

A Terceirização foi estigmatizada por muitos anos por precarizar o trabalho. Mas o tempo mudou esse conceito que, agora com a nova lei, assume sua real importância. Como os empresários devem defender esse novo status?

Não precarizando. O cumprimento fiel das convenções trabalhistas trarão ao longo do tempo a certeza de que a reforma trouxe modernidade às relações de trabalho,  sendo os trabalhadores os mais beneficiados pela ampliação do mercado e liberdade de escolha (home office, temporário, intermitente, parcial, integral), tendo todas as modalidades de trabalho a devida proteção. As empresas terão mais segurança jurídica, permitindo investimentos de longo prazo, especialmente em treinamento e novas tecnologias.

 

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