Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

Setor de serviços sobe 1% em abril, aponta IBGE – O Estado de S.Paulo

Em abril, o volume de serviços prestados no Brasil registrou aumento de 1,0% ante março, na série divulgada nesta quinta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o primeiro resultado positivo do ano, com maior influência do setor de transportes, que tem grande peso no índice. O levantamento, porém, foi feito antes da greve dos caminhoneiros afetar os setores produtivos e a confiança. Em comparação a abril de 2017 (série sem ajuste sazonal), o volume de serviços cresceu 2,2%, a taxa mais alta desde março de 2015 (2,3%).

O resultado do quarto mês do ano perto do teto das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam desde uma queda de 0,10% a uma alta de 1,10%, com mediana positiva de 0,60%. Na comparação com abril do ano anterior, houve alta de 2,2% no resultado mensal, já descontado o efeito da inflação. Nessa comparação, as previsões iam de avanço de 0,40% a 2,70%, com mediana positiva de 1,45%.

A taxa acumulada pelo volume de serviços prestados no ano ficou negativa em 0,6%, enquanto o volume acumulado em 12 meses registrou perda de 1,4%.

A alta de 1,0% no setor de serviços registrada na passagem de março para abril foi o primeiro resultado positivo registrado em 2018. O último avanço da série com ajuste sazonal tinha ocorrido em dezembro de 2017, quando os serviços cresceram 1,2%. 

O gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, explicou que “os transportes, que têm peso de 30% sobre o índice, foram a atividade de maior influência, um pouco acima dos serviços profissionais, que representam 21%”. Ele disse também que os transportes vêm em uma recuperação desde meados de 2017, em especial o rodoviário de carga.

Na expectativa para o índice, o analista Vitor Velho, da LCA Consultores, já apontava que o principal motor para o avanço do índice este mês seria o segmento de Transportes, que está no centro da crise vivida no País em maio, com a paralisação provocada pelos caminhoneiros.

"O fluxo de veículos pesados nas estradas pedagiadas caiu 27% ante abril com ajuste sazonal em maio, o que já dá uma indicação do desempenho de transportes no mês, o setor de maior relevância na PMS", diz Velho, citando o índice ABCR, calculado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e Tendências Consultoria Integrada.

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