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Na contramão de rivais, GM tem queda de produção em 2018 - O Estado de S. Paulo

A General Motors, que no mês passado ameaçou suspender operações no Brasil caso não voltasse a ter lucro em 2019, foi a única das principais montadoras instaladas no País a ter queda na produção em 2018, segundo relatório da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Em 2018, as três fábricas de carros da GM produziram 466,4 mil unidades, uma retração de 1,6% em relação a 2017. O setor como um todo teve alta de 6,7% na produção. As principais concorrentes da empresa (Volkswagen, Fiat Chrysler, Ford, Toyota, Hyundai, Honda, Renault e Nissan) tiveram crescimento.

O recuo na produção da GM ocorre apesar de suas vendas terem crescido 10,2% e de a marca ser líder do mercado interno. A explicação está nas exportações, que caíram 23,6% por causa da crise na Argentina. O setor como um todo registrou queda de 17,9%.

Prejuízos. Ontem, a GM divulgou nos EUA que obteve um lucro líquido global de US$ 2,1 bilhões no último trimestre de 2018 e de US$ 8,1 bilhões no ano todo. A empresa alegou recentemente que teve prejuízos no Brasil nos últimos três anos, sem informar números. Segundo fontes do mercado, só no ano passado a operação brasileira teria perdido R$ 1 bilhão (cerca de US$ 270 milhões).

No mês passado, ao falar sobre a América do Sul, a presidente global da GM, Mary Barra, disse que o grupo não pretendia continuar investindo na região “para perder dinheiro”.

Desde então, o presidente da filial brasileira, Carlos Zarlenga, tem condicionado um novo programa de investimentos no País, de R$ 10 bilhões, a um acordo com governos, fornecedores, concessionários e trabalhadores para reduzir custos.

Ontem, ao ser questionada sobre o tema, Mary Barra disse que “apesar da melhora da participação no Brasil (em vendas), o negócio na América do Sul continua sendo uma preocupação devido às contínuas pressões macroeconômicas”. Ressaltou que estão ocorrendo “discussões produtivas com as principais partes envolvidas para gerar retornos aceitáveis no mercado”.

Ela não citou fechamento de filiais no Brasil. O grupo já disse que fechará uma fábrica no Canadá e quatro nos EUA, onde 4 mil demissões foram anunciadas esta semana. Já o vice-presidente e diretor financeiro, Dhivya Suryadevara, citou o início da produção, no fim do ano, de uma nova família global de veículos com a qual espera ver melhorias nos resultados na América do Sul e outras regiões.

O presidente da Anfavea, Antonio Megale, afirmou que “dificilmente as grandes empresas vão deixar o País”. “Poucos mercados do mundo crescem como o nosso, com taxas de dois dígitos”, disse. “O mercado brasileiro tem muito potencial e pode chegar a 4 milhões de unidades antes da metade da próxima década”. Para este ano, a previsão é de vendas de 2,86 milhões de veículos, 11,4% a mais que em 2018.

Potencial •

“Dificilmente as grandes empresas vão deixar o País. O mercado tem potencial e pode chegar a 4 milhões de unidades antes da metade da próxima década.” Antonio Megale, presidente da Anfavea.

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