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Ibre vê 4º tri de 2018 fraco e reduz alta para PIB de 2019 - Valor Econômico

O nível de atividade encerrou o ano passado em ritmo aquém do esperado e comprometeu o desempenho previsto para este ano, que já conta com desafios relevantes para o crescimento. A avaliação é do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), que reduziu a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 de 2,3% para 2,1%. Na edição de fevereiro do Boletim Macro, divulgado com exclusividade ao Valor, a equipe de conjuntura do Ibre projeta que o PIB cresceu apenas 0,1% no quarto trimestre do ano passado, feitos os ajustes sazonais. Se o número for confirmado, a economia brasileira terá terminado 2018 com alta de 1,1%, também 0,2 ponto percentual abaixo do previsto até janeiro.

Com essa variação, a herança estatística deixada este ano será baixa, de apenas 0,4%, apontam os economistas Armando Castelar Pinheiro e Silvia Matos. Isso significa que, se a atividade ficar estável em 2019, o crescimento sobre o ano passado será de 0,4%. "Para crescermos a taxas mais elevadas, temos que superar os desafios fiscais e elevar os ganhos de produtividade da economia", afirmam Pinheiro e Silvia no documento.

Coordenadora técnica do boletim, Silvia destaca que, mesmo não sendo um número exuberante, o crescimento de 2,1% projetado em 2019 não é trivial: para ser atingido, o PIB precisa aumentar a um ritmo médio de 0,6% por trimestre, o dobro do registrado no ano anterior, considerando a previsão de 0,1% de alta para o quarto trimestre de 2018. Por isso, diz, expectativas mais otimistas, ao redor de 3%, são pouco prováveis. "Se tudo der certo em 2019, aí poderemos ter um 2020 com crescimento mais elevado." Essa hipótese considera a aprovação da reforma da Previdência, apresentada ontem pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) ao Congresso.

Para o Ibre, o projeto é "abrangente", e deve ser bem recebido pelos agentes econômicos, o que ajudaria no processo de recuperação da atividade. Além do da herança estatística menor deixada por 2018, os pesquisadores do Ibre mencionam a surpresa negativa com a indústria e as revisões para baixo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a produção agropecuária como outros fatores que indicam expansão um pouco mais fraca do PIB no ano corrente. O Ibre cortou de 4% para 2,4% a estimativa para a alta do PIB agropecuário no ano. Para a atividade industrial, a previsão foi mantida em avanço de 1,8% na média do ano, mas a coordenadora do boletim avalia que os riscos são de comportamento pior.

A grave recessão na Argentina, principal parceiro comercial no setor de produtos manufaturados, é a maior influência negativa sobre a produção doméstica, afirma o instituto. O Ibre observa que o país vizinho é um importante comprador não só de veículos, mas também de outros bens industriais brasileiros, como produtos químicos, máquinas e equipamentos e metalurgia. Segundo cálculos da entidade, 44% do total das vendas externas de veículos automotores, reboques e carrocerias foram destinadas à Argentina em 2018, queda de seis pontos percentuais ante o ano anterior. No segmento de máquinas e equipamentos, a redução foi de 9% para 6% nessa mesma comparação.

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