Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado

Venda de fábrica da Ford sairá após a Páscoa - Valor Econômico

O novo dono da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP) será anunciado ainda em abril, depois da Páscoa, de acordo com o governo de São Paulo. Ainda não há um acordo definitivo com a Caoa, do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, segundo o governador João Doria (PSDB), mas fontes ouvidas pelo Valor reiteraram que a empresa está em conversas avançadas para levar a unidade. De acordo com Doria, além da Caoa, outras duas empresas negociam o ativo, de um total de cinco investidores que demonstraram interesse. Fontes do setor afirmaram que um acordo de confidencialidade já foi assinado e há promessa do governo estadual de que, ao ser definido o nome do comprador da unidade, representantes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC participarão das conversas.

Questionado especificamente sobre a Caoa, Doria desconversou. "Por enquanto, é apenas uma indicação. Não tem nenhuma confirmação a esse respeito. Mas estamos cumprindo aquilo que prometemos, que buscaríamos um comprador para a fábrica da Ford, com a preservação dos empregos", afirmou o governador, depois de participar de um evento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). "Tivemos cinco contatos, descartamos dois e três estão em entendimentos. Um deles é o grupo Caoa, mas não há ainda um fechamento definitivo em relação a isso", disse. A Ford deve comandar a fábrica na região do ABC até novembro. "A partir de dezembro, já terá novo proprietário, que vai continuar a operação nessa fábrica, preservando os empregos. Muito em breve estaremos anunciando isso em caráter definitivo." Segundo a assessoria de imprensa do governo paulista, o acordo deve ser anunciado até o fim do mês e a divulgação dos nomes das outras empresas interessadas no ativo foi barrada pelo acordo de confidencialidade assinado na semana passada.

Em fevereiro, a Ford anunciou que iria fechar a fábrica de São Bernardo do Campo, onde são montados caminhões e o modelo Fiesta, como parte da estratégia de retomar a "lucratividade sustentável" das operações na América do Sul. Funcionários da unidade, que estavam parados há 42 dias, voltaram ontem de manhã ao trabalho diante das negociações para venda da fábrica. "Para a fábrica interessa produzir, pois tem compromissos comerciais. De nossa parte, nos interessa que os investidores tenham como conhecer o funcionamento da fábrica, como é o processo de produção e, principalmente, a qualificação dos trabalhadores", disse em nota o presidente do sindicato, Wagner Santana. Procuradas pela reportagem, nem a Ford nem a Caoa quiseram falar sobre as negociações. 

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