Abimaq já negocia com os sindicatos medidas de flexibilização da produção

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) se reuniu com os sindicatos dos trabalhadores para negociar uma convenção coletiva extraordinária que preserve os empregos no setor. Segundo o presidente executivo da Abimaq, José Veloso, a entidade propõe, entre outras medidas a adoção de suspensão temporária do contrato de trabalho (lay-off), redução de jornada com diminuição de salários, férias coletivas sem o pagamento do bônus de férias, ou seja, um terço do salário e também metade do décimo terceiro salário. “São medidas preventivas para manter os postos de trabalho.

Ainda não fomos afetados, pois, a produção de agora é a encomenda de três meses atrás. Mas, devemos ver uma queda no faturamento das empresas do setor em breve”, disse Veloso. Segundo ele, a Abimaq se reuniu com a Força Sindical pela manhã de ontem, a entidade representa 56 sindicatos ligados ao setor de máquinas. Já a reunião com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que tem 20 sindicatos associados, foi feita na parte da tarde. A sugestão, da entidade, é a postergação por 90 dias dos encargos trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamentos, ainda que o empregador possa colocar seus funcionários em férias sem pagar o bônus de férias.

“O que disse é que essas medidas devem ser aprovadas em no máximo uma semana. As empresas já estão receosas com a queda das encomendas a partir de abril. Haverá queda de faturamento, todos os setores estão sendo afetados por essa crise.” Além disso, Veloso afirmou que a Abimaq enviou uma carta ao governo na terçafeira, com sugestões para socorrer as empresas do setor. Uma das medidas que a entidade sugeriu, de acordo com ele, foi a abertura de linhas de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para capital de giro. “Nenhum associado se mostrou interessado ainda em acessar essas linhas, mas temos que estar preparados para tudo.”

A proposta prevê a utilização dos R$ 140 bilhões que tem no caixa do BNDES para financiar essa linha de capital de giro e assim facilitar o pagamento das principais obrigações das empresas, sendo salários, impostos, os bancos e seus fornecedores. A entidade também sugeriu a flexibilização do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). Para as empresas que possuem financiamentos no BNDES ou no Banco do Brasil, a associação solicitou uma moratória de 90 a 120 dias. 

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