Transpetro pretende cortar 8,5% dos empregados

VALOR ECONÔMICO

A Transpetro, braço da Petrobras na área logística, pretende cortar cerca de 8,5% de seu quadro pessoal, com o novo programa de desligamento voluntário (PDV) exclusivo para os empregados da subsidiária. A estimativa é que o PDV conte com a adesão de 557 empregados. Segundo a estatal, o programa visa a reduzir custos e adequar o efetivo marítimo da Transpetro às ações de gestão ativa da frota, em momento em que ensaia reduzir o número de navios sob sua operação. Segundo o relatório anual da subsidiária, a companhia estuda a viabilidade econômica e técnica para antecipar a alienação dos navios com pior performance operacional da frota.

A Transpetro encerrou 2019 com uma frota de 59 navios, com capacidade para transporte de 4,8 milhões de toneladas de porte bruto. A companhia fechou o ano de 2019 com um efetivo de 6.475 funcionários, sendo 42% deles alocados nas atividades em mar. A Petrobras estima que o retorno (custo evitado de pessoal menos o desembolso com indenizações) até 2025 será de R$ 552 milhões. Os desligamentos deverão ocorrer entre setembro de 2020 e julho de 2021. 

A Transpetro é o braço de transporte e logística da Petrobras e concentra suas atividades de transporte marítimo de petróleo e derivados e na operação de 15 mil quilômetros de oleodutos e gasodutos e 47 terminais e do transporte marítimo. O corte de pessoal da companhia se dá num momento em que ela se prepara para as transformações decorrentes da abertura do refino e da logística no Brasil. A redução de custos é um dos pilares do plano estratégico da companhia, que está atrelado ao reposicionamento da própria Petrobras - de se concentrar em exploração e produção e no refino e logística no Sudeste.

A estratégia de longo prazo da Transpetro é diversificar a sua carteira de clientes para além da Petrobras e se consolidar como alternativa logística para qualquer cliente. O objetivo é permanecer na operação dos ativos logísticos envolvidos no plano de desinvestimento da estatal. Além disso, a empresa quer diversificar o portfólio de serviços ao mercado, comercializando soluções de transporte e logística não só para novos entrantes no refino, como também para petroleiras, no escoamento e suporte da produção de petróleo offshore.

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