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Quase um terço dos brasileiros se sente infeliz no emprego

Pesquisa também indica que bem-estar é tão importante quanto o salário para a maioria dos profissionais

Por Jacilio Saraiva, Para o Valor

Oito entre dez profissionais acreditam que trabalhar em uma empresa que prioriza o bem-estar das equipes é tão importante quanto o valor que recebem no fim do mês. É o que indica uma nova pesquisa da Gympass, plataforma de bem-estar corporativo, realizada com nove mil pessoas em nove países, inclusive o Brasil.

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O estudo “Panorama do bem-estar corporativo 2022” aponta que, para 83% dos entrevistados, o bem-estar é um pilar tão fundamental quanto o salário; 85% tendem a permanecer em um cargo se o empregador prioriza o tema e 77% pensariam até em deixar o posto se a empresa não valorizasse o assunto.

“A pesquisa revela que a perspectiva de bem-estar no trabalho é um fator determinante nas decisões de carreira”, diz João Barbosa, co-fundador do Gympass. “A pandemia trouxe uma sobrecarga digital e, em geral, os colaboradores estão trabalhando em excesso, esgotados e na capacidade máxima.”

De acordo com o levantamento, na comparação com outros mercados, como Estados Unidos e Reino Unido, o Brasil não aparece tão despreocupado com a saúde da força de trabalho. No país, 20% dos funcionários classificam o bem-estar atual como neutro, ruim ou pior que antes. Nos Estados Unidos, esse número sobe para 48% e, no Reino Unido, chega a 57%. Foram ouvidas mil pessoas em cada país analisado pelo estudo.

Em termos de felicidade corporativa, 28% dos brasileiros ante 25% dos americanos se sentem infelizes nos empregos. No Reino Unido, essa parcela escala para 33%. Quando perguntados se o trabalho não lhes dá tempo para cuidar do bem-estar, 20% dos entrevistados no Brasil dizem que sim, abaixo dos americanos (25%) e dos britânicos (30%).

Sobre a percepção da atitude das lideranças, 29% dos trabalhadores no Brasil acreditam que as chefias se preocupam com o bem-estar dos times, parcela que cai para 25% nos Estados Unidos.

A pesquisa também traz detalhes sobre como profissionais gostam de cuidar da saúde física. “Por aqui, os cinco exercícios físicos mais populares entre os funcionários são, por ordem, a musculação, cardio, fortalecimento do core (região central do corpo, como músculos abdominais, da região lombar, pélvis e quadril); treino de força e pilates”, diz Barbosa. Nos Estados Unidos, entre as cinco práticas mais lembradas aparecem também a ioga e o ciclismo (3º. e 4º. lugares), enquanto no Reino Unido as aulas de dança ganham destaque (5º.).

“O estudo deixa claro que os colaboradores estão buscando apoio dos empregadores nos cuidados com a saúde física e mental, e que operar em um ambiente onde o bem-estar não é valorizado não é mais opção para muitos”, diz o executivo. “Mesmo em um cenário de duradoura crise econômica, os profissionais contam com mais alternativas de trabalho do que nunca, por conta da quebra das ‘fronteiras’, proporcionada pelo expediente remoto e híbrido.”

Diante do resultado do estudo, a recomendação de Barbosa é que as companhias enxerguem a entrega do bem-estar no ambiente profissional como um impacto positivo nos negócios. “A folha de pagamento é o maior item de custo para uma empresa, mas ainda não estamos focados o suficiente para garantir que as equipes obtenham o desempenho máximo”, analisa. “As organizações devem garantir que os times darão o melhor de si todos os dias e, para isso, devem olhar para a felicidade e a qualidade de vida dos empregados.”

https://valor.globo.com/carreira/noticia/2022/11/08/quase-um-terco-dos-brasileiros-se-sente-infeliz-no-emprego.ghtml

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