Ranking coloca Brasil à frente apenas do México em relação à remuneração dos trabalhadores
- COMPARTILHAMENTO ESPECIALAssinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
- Salvar para ler depoisSALVAR ARTIGOSRecurso exclusivo para assinantesASSINE ou FAÇA LOGIN
- 7
20.out.2022 às 13h45
- Ouvir o texto
- Diminuir fonte
- Aumentar fonte
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
O salário mínimo real do Brasil é o segundo menor de uma lista de 31 países feita pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), à frente apenas do México. O ranking, que tradicionalmente tem 32 países, não considerou o Japão nesta edição.
A pesquisa reúne dados de 2021 sobre a remuneração dos trabalhadores no mundo. A lista reúne nações que integram a OCDE, mais o Brasil e a Rússia.
Atualmente, o salário mínimo no Brasil é de R$ 1.212. No ano passado, período considerado para a pesquisa, era de R$ 1.100.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem um plano que prevê deixar de reajustar o salário mínimo e a aposentadoria pela inflação do ano anterior, caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) consiga a reeleição. Pela proposta, o piso “considera a expectativa de inflação e é corrigido, no mínimo, pela meta de inflação”. O gasto com benefícios previdenciários “também deixa de ser vinculado à inflação passada”.

O levantamento utilizou o dólar como moeda-base, e os salários foram ajustados pela paridade do poder de compra (PPP na sigla em inglês). Ainda segundo a OCDE, na elaboração do cálculo também é considerada a inflação de casa país.
PUBLICIDADE
Segundo o ranking, o Brasil possui um salário mínimo médio de US$ 5,21 por hora. O México, pior colocado da lista, tem o salário mínimo médio de US$ 3,32 por hora.
Luxemburgo lidera o ranking, com um salário mínimo médio de US$ 27,7 por hora, seguido por Holanda, com US$ 26,2 por hora, e Austrália, com US$ 25,2.
Na América Latina, o Brasil fica atrás de países como Chile (US$ 8,3/h) e Colômbia (US$ 8,1/h).
| Posição | País | US$ por hora (média) |
| 31º | México | 3,3 |
| 30º | Brasil | 5,2 |
| 29º | Rússia | 5,6 |
| 28º | Colômbia | 8,1 |
| 27º | Chile | 8,3 |
| 26º | Letônia | 10,4 |
| 25º | Estônia | 11,2 |
| 24º | Hungria | 11,4 |
| 23º | Eslováquia | 11,5 |
| 22º | Costa Rica | 11,5 |
| 21º | República Checa | 12,3 |
| 20º | Turquia | 14 |
| 19º | Portugal | 14,4 |
| 18º | Grécia | 14,4 |
| 17º | Lituânia | 14,8 |
| 16º | Estados Unidos | 15 |
| 15º | Israel | 15,1 |
| 14º | Polônia | 17 |
| 13º | Espanha | 18,9 |
| 12º | Eslovênia | 19,2 |
| 11º | Irlanda | 20 |
| 10º | Canadá | 21,9 |
| 9º | Coreia | 21,9 |
| 8º | França | 22,9 |
| 7º | Reino Unido | 23,5 |
| 6º | Bélgica | 23,9 |
| 5º | Alemanha | 24,5 |
| 4º | Nova Zelândia | 24,7 |
| 3º | Austrália | 25,2 |
| 2º | Holanda | 26,2 |
| 1º | Luxemburgo | 27,7 |
MENOR MÉDIA DESDE 2016
Segundo a pesquisa da OCDE, o Brasil ocupa a segunda pior colocação no ranking desde 2018, quando foi ultrapassado pela Rússia.
Apesar de não apresentar variação na posição nos últimos anos, o estudo indica uma redução na média do salário mínimo real no Brasil em 2021, se comparado com o ano anterior. De acordo com o levantamento, em 2020, o país tinha um salário mínimo médio de US$ 5,36 por hora.
O indicador do ano passado só não fica abaixo do registrado em 2016, quando o estudo apontou um salário mínimo médio de US$ 5,18 por hora.
