Empresas começam a vacinar contra Covid funcionários no interior de SP

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Duas empresas de Campinas, no interior de São Paulo, vão começar nesta semana a vacinar funcionários contra a Covid-19, com doses cedidas pela prefeitura, em um projeto-piloto coordenado pelo município.

A faixa etária, porém, deverá ser a mesma que está sendo imunizada nas unidades públicas de saúde. Não será possível, portanto, vacinar pessoas mais jovens do que a idade prevista no PNI (Plano Nacional de Imunização) e adotada pelo município.

Nesta semana, Campinas está vacinando pessoas a partir de 33 anos sem comorbidades.

É como se dentro de uma fábrica ou escritório fosse instalado um posto de vacinação. As empresas, que não tiveram os nomes divulgados, vão receber as doses pela rede municipal, além dos insumos, como seringas, agulhas, caixa para descarte, algodão e álcool em gel.

Quem fará a aplicação serão funcionários das empresas treinados pelo município. Só será fornecida a quantidade exata de doses necessárias para os funcionários cadastrados, para evitar duplicação.

Segundo o prefeito Dário Saadi (Republicanos), o sistema é inédito, porque transfere à empresa a tarefa de aplicar o imunizante.

“Nós mesmos já fizemos algo parecido com isso, quando aplicamos vacina nos funcionários do Aeroporto de Viracopos, mas agora é diferente. Quem vai aplicar será a empresa, com a equipe médica própria e a responsabilidade pela elaboração dos cadastros e preenchimento dos dados. Nós não vamos deslocar pessoal nosso para a empresa “, diz.

Um chamamento público será publicado nesta terça-feira (20) no Diário Oficial com as regras a serem observadas pelas empresas. Um dos primeiros critérios a serem adotados para se estabelecer a ordem da habilitação é a quantidade de trabalhadores.

A empresa terá de cadastrar todos os funcionários e depois entregar esse cadastro ao serviço público para evitar eventuais duplicações. “Se uma empresa, por exemplo, tiver 300 funcionários, e 250 na faixa de idade do programa nacional, vai receber 250 doses”, afirma Dário.

O prefeito diz que não está adotando o sistema para desafogar a rede pública. “Nossa vacinação vai bem. Não temos fila. O que queremos é dar uma velocidade ainda maior. Além disso, tivemos a demanda das empresas, que querem vacinar seus funcionários.”

A decisão de acelerar o processo de vacinação, segundo ele, decorre também do risco do surgimento na cidade da variação delta do coronavírus. Campinas ainda não tem nenhum caso confirmado, mas o prefeito acha provável que isso venha a ocorrer.

A ideia a partir de agora, diz, é concentrar a imunização na faixa de 18 a 35 anos, o que corresponde a ao menos 371 mil pessoas. “Um percentual grande desse grupo se aglomera, frequenta bares, e precisa ser imunizado o mais rápido possível.”

O secretário de saúde, Lair Zambon, disse que a meta é aplicar 1 milhão de doses até o final do ano, além das cerca de 820 mil doses aplicadas até agora.

Segundo dados da secretaria de saúde, Campinas tem hoje uma taxa de contaminação de 0,9% e indicadores da pandemia em queda.

De acordo com a diretora do departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Andrea Von Zuben, houve redução de 27,3% no total de casos confirmados da doença e de 11,6% nos óbitos. As internações também caíram, o que permitiu que mais leitos de UTI Covid fossem redirecionados ao atendimento de outras doenças.

Apesar da melhora dos indicadores, as estatísticas ainda estão elevadas. Desde sexta-feira (16), 1.107 novos casos foram confirmados no município, assim como 25 óbitos. Campinas registra 121.763 pessoas contaminadas pela Covid-19 desde o início da pandemia e 3.967 óbitos.

FOLHA DE S. PAULO

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