País ultrapassa 400 mil mortes e teme 3ª onda

O Brasil ultrapassou ontem a marca de 400 mil óbitos causados pela covid-19 pouco mais de um ano após a primeira morte no país. Para especialistas, o ritmo lento da vacinação e a flexibilização do isolamento social aumentam o risco de o país passar por uma terceira onda da pandemia. “O Brasil virou celeiro de novas variantes. Com a atual política adotada [em nível nacional], não há perspectiva de a pandemia rescindir em menos de dois ou até três anos”, diz Lucas Ferrante, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.

Gerusa Figueiredo, professora da Faculdade de Medicina da USP, afirma que o país é um campo fértil para uma terceira onda, pela pouca vigilância epidemiológica e baixo distanciamento social. Acrescenta como fatores a ajuda financeira insuficiente para a população mais pobre se isolar e a lentidão da vacinação. Ferrante, que alertou sobre a segunda onda em artigo publicado na revista científica “Nature” em agosto de 2020, diz que ainda há o risco do surgimento de novas variantes com a maior circulação de pessoas. Ontem, o país teve 3.074 mortes, alcançando 401.417 óbitos.

VALOR ECONÔMICO

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