VOLTA DA DEMANDA FAZ INDICADOR DE SERVIÇOS ACELERAR

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Valor Econômico –

Impulsionado por movimento de “demanda reprimida” o Índice de Confiança do setor de Serviços (ICS), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 1,8 ponto entre setembro e outubro, para 99,1 pontos, informou ontem a fundação.

Ao falar sobre a alta, Rodolpho Tobler, economista da FGV responsável pelo indicador, lembrou os recentes sinais de melhora em indicadores relacionados à covid-19, graças à vacinação mais ágil. Isso fez com que o consumidor voltasse a consumir serviços como bares, restaurantes e viagens com mais ímpeto, algo que não ocorria em períodos mais agudos da pandemia, lembrou ele. Tobler frisou, ainda, que a economia de serviços foi a mais prejudicada por avanço da doença, devido à necessidade de maior restrição social, para inibir contaminação.

Caso as condições de pandemia continuem a melhorar,  o técnico não descartou que o ICS possa voltar aos 100 pontos, quadrante favorável do indicador. Se essa projeção for confirmada, seria primeira pontuação acima dessa faixa desde  setembro de 2013 (101,5 pontos), comentou o técnico. Em médias móveis trimestrais -indicador usado para mensurar tendências do índice para os próximos meses -, o saldo também é positivo, com alta de 0,4 ponto até outubro.

Ao comentar a evolução do indicador de setembro para outubro, o técnico notou que foram positivas tanto as avaliações sobre momento presente quanto as perspectivas, entre empresariado de serviços. Nos dois subindicadores componentes do ICS, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 2,3 pontos, no período, para 94,6 pontos, e o Índice de Expectativas ((IE) avançou 1,3 pontos, para 103,6 pontos. No caso do ISA, foi mais forte desempenho do indicador desde maio de 2014 (94,7 pontos). “É importante frisar que o IE está acima de 100 pontos desde julho”, acrescentou o técnico.

A percepção de uma demanda reprimida por serviços, devido à pandemia,  ajudando a elevar o indicador é mais evidente ao se detalhar a evolução da confiança por segmentos, dentro do setor.  De sete pesquisados, cinco registraram alta de confiança entre setembro e outubro. Mas o técnico informou que, no ICS de outubro, serviços prestados às famílias foi que o mais impulsionou o resultado do mês – que representam bares, restaurante, turismo entre outros.

Para o técnico, o ICS pode continuar a avançar no curto prazo, caso não haja nova piora nos indicadores sanitários relacionados à pandemia, de número de casos e de óbitos, bem como surgimento de novas variantes da doença. Mas, no longo prazo, comentou ser necessário esperar ainda evolução de alguns fatores macroeconômicos – avanço inflacionário, por exemplo -, que afeta orçamento das famílias, para mensurar trajetória em horizonte mais prolongado do indicador.

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